Prova do Enem: como ter um bom desempenho estudando no meio do ano?

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Mesmo que você tenha deixado para última hora, saiba que é totalmente possível começar a estudar no meio do ano para prestar a prova do Enem. Para isso, é preciso se dedicar, organizando-se adequadamente para obter um bom desempenho na avaliação.

Nesse momento, é normal que muitos estudantes fiquem aflitos ou, até mesmo, ansiosos. Por isso mesmo, é essencial manter a calma e planejar cada passo dessa decisão. Até porque o momento de preparação pode exigir bastante daqueles que desejam conquistar uma vaga no ensino superior.

Então, se você quer entender como estudar da melhor forma para passar na prova do Enem, conhecendo algumas dicas sobre as melhores práticas para se dar bem na avaliação, continue a leitura a seguir!

A prova do Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC) com o intuito de avaliar os níveis de desempenho dos alunos ao final da escolaridade básica. A prova é dedicada, principalmente, para os estudantes que estão concluindo ou que já concluíram a escola em anos anteriores.

Muitas pessoas se perguntam para que serve o Enem e qual é a utilidade do exame. Pois saiba que ele é um importante critério de seleção para quem pretende concorrer a uma vaga no ensino superior. Isso porque diversas universidades públicas exigem o resultado da prova como uma forma de ingressar nas instituições de ensino, seja complementando ou, até mesmo, substituindo o famoso vestibular.

Desse modo, é fundamental entender como a prova funciona e quais são os principais temas cobrados. De forma geral, o Enem se baseia na grade curricular das disciplinas do Ensino Médio, podendo apresentar questões de uma única matéria ou de maneira interdisciplinar.

Confira, a seguir, como é feita a divisão das áreas do conhecimento e quais são os principais eixos temáticos da avaliação:

  • Ciências Humanas e suas Tecnologias — Geografia, História, Filosofia e Sociologia;
  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias — Língua Estrangeira (Espanhol ou Inglês), Português, Artes, Educação Física, Literatura e Tecnologias da Informação e Comunicação;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias — Química, Biologia e Física;
  • Matemática e suas Tecnologias — Matemática (Álgebra, Geometria, entre outros);
  • Redação.

O Enem é elaborado contando com 180 questões objetivas e a redação, sendo que as perguntas são de múltipla escolha, cada uma contendo cinco alternativas de resposta. Geralmente, os enunciados são compostos por textos que contextualizam o estudante, exercitando a capacidade de interpretação textual e visual. A cada dia de prova, são cobradas 45 questões relacionadas aos eixos temáticos.

As mudanças do Enem nos últimos anos

Desde a sua criação, o exame passou por uma série de mudanças, tornando-se o principal meio para entrar no ensino superior no país. Assim, o funcionamento do Enem tem sido utilizado e aceito por todas as universidades, centros e institutos federais de educação, servindo também como critério de participação em programas de financiamento estudantil.

Em suas primeiras edições, o Enem tinha o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes, mas as notas não eram voltadas para ingressar na faculdade. A intenção do MEC, portanto, era a de ter um método eficiente para verificar a educação no país, podendo, com isso, aprimorar e desenvolver políticas educacionais, principalmente da rede pública de ensino. 

Com o passar dos anos, o governo federal implementou uma série de mudanças na prova, fazendo com que o número de inscritos crescesse consideravelmente. Em 2009, o exame foi reformulado para que se tornasse o principal meio de entrada nas instituições de ensino superior. Com isso, o MEC aumentou o número de questões e dividiu a avaliação em quatro áreas de conhecimento.

Assim, as perguntas ficaram mais complexas, e os enunciados, mais longos e detalhados, seguindo um caráter mais interdisciplinar. Ao longo dos anos, diversas medidas de segurança foram implementadas a fim de evitar possíveis fraudes na prova. Portanto, todos os inscritos devem passar por uma revista no detector de metais, além de realizar a coleta dos dados biométricos. Tudo isso para impedir que outro candidato faça a prova no lugar do inscrito.

O Enem em dois finais de semana

Por meio de uma consulta pública convocada pelo MEC, a população pôde opinar sobre a estrutura do Enem. Com as informações, foram elaboradas algumas modificações na estrutura do exame, e a principal delas foi referente aos dias de prova, que passaram a ocorrer em dois domingos seguidos. 

No primeiro dia, os candidatos respondem às questões objetivas das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias e escrevem a Redação. Já no segundo dia, é a vez das provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

O modelo deve ser encarado de maneira otimista, uma vez que o estudante tem a oportunidade de realizar revisões de última hora, caso seja necessário. Outro ponto positivo é que a prova é a mesma em todo o território nacional, possibilitando que o candidato escolha entre as diversas instituições de ensino no país, independentemente de sua região.

Estudar para o Enem no meio do ano

Pode não parecer, mas começar a estudar a partir do segundo semestre para prestar a prova do Enem, conseguindo atingir um bom desempenho, é totalmente possível! Entretanto, o planejamento é fundamental nesse momento, uma vez que o aluno deve se organizar adequadamente para dar conta de revisar as inúmeras matérias cobradas.

Por exemplo, pode-se fazer uma agenda semanal contendo os assuntos que devem ser revistos, garantindo que os estudos se mantenham em dia. O ideal é que o candidato disponibilize, no mínimo, seis horas diárias para estudar, seguindo a risca com o planejamento para que se consiga acessar todos os conteúdos por igual.

Para que o plano dê certo, é preciso ter uma boa dose de disciplina e empenho, principalmente quando as matérias estão atrasadas. Nesses casos, é preciso se dedicar um pouco mais a fim de recuperar o tempo perdido.

É possível se dar bem no Enem estudando no meio do ano?

É totalmente possível obter um bom desempenho no Enem, mesmo que você inicie o planejamento no meio do ano letivo. Para isso, o aluno pode tentar algumas técnicas de estudo e, atualmente, existem inúmeras alternativas para ajudar você nessa tarefa.

Por exemplo, matricular-se em um cursinho preparatório possibilita que você consiga desenvolver as principais competências exigidas na prova. Assim, em vez de estudar as disciplinas isoladas, você terá acesso a exercícios e conteúdos interdisciplinares, que dialogam com mais de uma área de conhecimento.

Ainda, os cursinhos também preparam os candidatos para a redação dissertativo-argumentativa. Nesse formato, é preciso desenvolver o tema, mostrando argumentos que expliquem as ideias e apresentem uma solução para o problema proposto. Entretanto, o cursinho não substitui as aulas do Ensino Médio, pois serve mais como um complemento para o aprendizado das habilidades exigidas.

Do mesmo modo, o aluno pode optar por estudar sozinho, por exemplo, resolvendo as provas dos anos anteriores. Essa é uma excelente maneira de entender quais são os assuntos mais cobrados e como funciona a estrutura da avaliação. Porém, é preciso separar um tempo a mais para se dedicar, pois, estando desacompanhado, a chance de perder a atenção tende a ser maior.

As 10 melhores práticas para ter um bom desempenho no Enem

Na hora de se preparar para o Enem, é fundamental que o candidato trace um planejamento eficiente para manter os estudos em dia. Isso porque, diante de tantas tarefas, é preciso se organizar adequadamente para dar conta de revisar todas as matérias a tempo do exame. 

Confira, a seguir, 10 dicas com práticas valiosas que ajudarão você a ter mais empenho nesse momento.

1. Conte com um bom material de estudo e apoio

Como o tempo até as provas é curto, é essencial contar com bons materiais didáticos que servirão de apoio para reforçar os conteúdos que ainda não ficaram bem esclarecidos. Geralmente, eles contêm atividades e exercícios com algumas questões de provas anteriores, com o intuito de familiarizar o aluno com a linguagem utilizada na avaliação.

2. Mapeie a prova

Conhecendo bem a prova, é possível identificar quais são os principais desafios e pontos de destaque. Também é importante saber com antecedência qual é a quantidade de questões e quais são as áreas de conhecimento cobradas em cada dia de prova. Essas são informações que o candidato precisa saber o quanto antes, uma vez que, entendendo o formato da prova, ele direciona os estudos para alcançar objetivos mais concretos.

3. Utilize técnicas para estudar

As técnicas de estudo são metodologias que auxiliam os estudantes a aumentarem a produtividade e a performance. Existem inúmeros recursos disponíveis para quem precisa otimizar o tempo e obter um bom desempenho, como mapas mentais, post its, anotações, entre outros. Assim, tais técnicas são fundamentais para o processo de revisão dos conteúdos e, também, como uma estratégia eficaz para garantir a fixação das diferentes disciplinas.

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4. Priorize as matérias certas

Outra dica bastante útil é priorizar quais são as matérias com as quais você sente mais dificuldade de aprendizagem, ou seja, todas aquelas que demandam mais tempo e dedicação para serem compreendidas. Até porque, diante da grande quantidade de conteúdos exigidos, é preciso selecionar muito bem as disciplinas e quanto tempo será dedicado a cada uma. O recomendado é apenas revisitar os temas que você tem mais facilidade e direcionar o foco para as áreas mais difíceis. 

5. Faça um cronograma especial de estudos do Enem

O Enem baseia as suas questões na grade curricular dos três anos do Ensino Médio. Devido a isso, é necessário que o candidato faça um cronograma especial para estudar para o exame, definindo a quantidade de assuntos e qual o tempo ideal para conseguir revisar o conteúdo. Ou seja, o planejamento deve ser elaborado de acordo com a sua realidade, mas deve conseguir cumprir, sempre que possível, as exigências da avaliação.

6. Resolva as provas anteriores

Resolvendo as provas dos anos anteriores, é possível compreender como a avaliação é estruturada, como são as questões, qual é o formato utilizado pela banca responsável, entre outros. Outra dica, ainda, é anotar os temas que caem com mais frequência, entendendo as diferentes abordagens sobre um mesmo assunto e evitando cair em pegadinhas no futuro.

7. Treine a redação

Ler e escrever com frequência é uma prática que deve ser incorporada no dia a dia dos estudos. Até porque existem alguns parâmetros de correção estabelecidos pelo Enem que servem para pontuar erros de escrita e, também, de argumentação. Uma boa dica é contar com a ajuda de um professor para corrigir as suas redações, contribuindo para a análise dos seus textos de forma crítica e reflexiva.

8. Mantenha-se atualizado sobre os acontecimentos globais

Ficar por dentro sobre o que ocorre no Brasil e no mundo é fundamental no momento da preparação para o exame. Muitas questões e até mesmo a própria redação cobram conteúdos referentes aos assuntos da atualidade. Portanto, reserve em seu cronograma algum momento do dia para ler as principais notícias, refletindo como o contexto atual pode se conectar com as áreas do conhecimento cobradas pelo Enem.

9. Estude em um local adequado

Ter um local calmo e tranquilo para estudar é fundamental para aumentar a produtividade e o foco. Frequentar bibliotecas ou até mesmo participar de um grupo de estudos faz com que você se sinta mais estimulado para continuar, contribuindo também para a melhoria do desempenho como um todo. Portanto, separe todos os materiais que serão necessários para começar e se empenhe para cumprir com o cronograma.

10. Separe momentos para o descanso

Descansar é primordial para obter um bom resultado na prova — ao contrário, o estudante pode acabar se sentindo estressado com frequência ou, ainda, não sabendo como controlar o nervosismo. Para isso, procure relaxar reservando algum dia da semana para visitar os amigos, fazer uma atividade física ou, simplesmente, não fazer nada! É importante lembrar que a mente também precisa de um tempo para se recompor e assimilar melhor a alta carga de conteúdos.

Ansiedade e Enem: como controlar?

A pressão de ter que conhecer toda a matéria do Enem pode, muitas vezes, causar ansiedade no candidato. Nesse momento, é fundamental manter a calma, pois o aluno pode acabar tendo problemas para absorver os conteúdos, prejudicando todo o seu desempenho.

A ansiedade surge quando o nosso corpo identifica uma situação de risco, e o primeiro passo para superá-la é reconhecê-la. Mesmo que você comece a estudar na véspera da prova, não vale a pena se preocupar com tanta frequência, pois você pode acabar prejudicando a sua saúde.

Para começar a diminuir o sintoma, o ideal é encontrar uma forma de reduzir a agitação física e mental que seja eficaz para você. Portanto, separamos a seguir algumas dicas que tornarão a hora do estudo algo mais agradável e menos estressante.

Pratique esportes

Fazer exercícios físicos ou praticar algum tipo de esporte é uma maneira eficiente para combater tanto a ansiedade quanto a depressão. Isso porque as atividades físicas estimulam o organismo a produzir endorfina, o hormônio responsável por gerar bem-estar e alegria, atuando diretamente na prevenção de inúmeras doenças.

Os exercícios também são considerados fundamentais para a manutenção da aptidão mental, colaborando significativamente para reduzir o estresse. Portanto, se você perceber que está tendo problemas recorrentes para se concentrar, talvez seja o momento certo de procurar por uma prática que contribua para diminuir o nível de tensão quando se está preparando para o Enem.

Regularize o sono

Um sono de má qualidade faz com que a pessoa fique mais cansada, irritada e desconcentrada. Sendo assim, dormir bem é algo essencial, pois, ao descansar, o corpo se renova para mais um dia, o cérebro consegue recompor a energia gasta no dia anterior, e o organismo produz substâncias importantes para a manutenção da saúde.

A ansiedade pode causar insônia com frequência, atrapalhando diretamente o bom desempenho estudantil. Caso a situação esteja num nível alarmante, a ponto de prejudicar a sua vida, talvez seja preciso buscar por um especialista para tratar o problema, pois o profissional pode ajudar indicando alternativas para que você atinja um sono mais restaurador.

Alimente-se bem

Comer bem estimula o sistema nervoso a produzir as vitaminas, minerais e aminoácidos necessários para combater a ansiedade. Portanto, é recomendável que você tenha uma alimentação balanceada que favoreça o equilíbrio do organismo, como frutas, verduras frescas e cereais, promovendo maior saciedade e fornecendo energia para o cérebro e o corpo. 

Do mesmo modo, é indicado evitar qualquer tipo de alimento que afeta o controle emocional e contribui para o aumento da ansiedade, como a cafeína, as gorduras saturadas e qualquer tipo de comida industrializada. Portanto, uma dica fundamental é prestar mais atenção no seu dia a dia alimentar e fazer substituições saudáveis que ajudem a superar o estresse.

Medite

A meditação é uma prática eficiente para diminuir os sintomas ansiosos, principalmente devido ao fato de que o exercício ajuda a identificar possíveis desequilíbrios emocionais. Sem contar que, inserindo a meditação no dia a dia, o candidato desenvolve mais controle para se manter no momento presente, ou seja, adquire maior concentração para lidar com as tarefas.

Você pode fazer meditações guiadas ou, até mesmo, separar alguns minutos por dia para praticar. Quando estiver se sentindo muito atribulado, pare e encontre um local tranquilo e reservado para prestar atenção à sua respiração, observando como o seu corpo se sente quando você é invadido por certos pensamentos. Assim, a meditação pode se transformar em um poderoso hábito que auxilia o candidato a evitar os principais sinais da ansiedade.

As dificuldades de se estudar para o Enem

A prova do Enem é um grande desafio e exige muita preparação e dedicação dos estudantes. Dessa forma, esse é um período importante para a sua vida, mas é preciso fazer pequenos sacrifícios que serão recompensados no futuro. Por isso, é fundamental saber como enfrentar as dificuldades, transformando-as em uma ferramenta de estudos positiva para alcançar a pontuação necessária para ingressar na universidade.

A seguir, separamos algumas das maiores dificuldades enfrentadas pelos candidatos nessa fase da vida acadêmica.

Indecisão sobre o que se deseja para o futuro

Diversas questões podem influenciar o candidato, por exemplo, a indecisão de qual faculdade fazer ou se a carreira escolhida oferecerá satisfação profissional futura. Nesses casos, é preciso identificar quais são os seus pontos fracos e fortes, e refletir sobre as suas vivências escolares, bem como quais são as suas habilidades e capacidades que o destacam enquanto estudante.

O mercado de trabalho passa por inúmeras mudanças, exigindo colaboradores cada vez mais qualificados para as profissões do futuro. Portanto, é essencial optar por uma área de atuação que tem a ver com você e que, também, contribuirá para a sua satisfação pessoal e profissional.

Desconhecimento de seus talentos

É fundamental se autoconhecer e compreender bem o curso e a carreira que pretende seguir. Você pode buscar referências e informações com amigos, familiares ou, até mesmo, pessoas que já atuam no mercado de trabalho. O importante é que a profissão escolhida possibilite aplicar as suas melhores habilidades, aumentando as suas chances de adquirir destaque e competitividade. 

Optar por uma boa faculdade pode ser extremamente positivo para que você descubra qual caminho seguir. Muitas vezes, as instituições de ensino oferecem testes vocacionais que podem ser feitos para entender se você tem afinidade com a profissão que está escolhendo.

Falta de orientação acadêmica adequada

Ao contar com a orientação de uma boa faculdade, o estudante aumenta as chances de fazer uma escolha mais alinhada com o seu propósito de vida. Tudo isso visando se desenvolver da melhor forma enquanto profissional para obter diferencial no mercado de trabalho. O ideal é que a instituição de ensino conte com um corpo docente qualificado e com a estrutura necessária para oferecer uma boa experiência educativa.

Assim, é possível conhecer áreas de atuação que combinam mais com o seu perfil profissional. De forma geral, um dos fatores que mais influenciam a decisão é o desejo de garantir uma vida financeira mais estável. Porém, muitas vezes, uma determinada carreira pode não satisfazer os seus desejos pessoais.

Vimos que começar a estudar para a prova do Enem no meio do ano é uma realidade totalmente possível. Para isso, é preciso se organizar adequadamente e elaborar um planejamento que dê conta das inúmeras matérias cobradas no exame. Lembre-se de que é fundamental acreditar em suas capacidades e evitar certas práticas que prejudicam o seu desempenho. Com isso, certamente você alcançará bons resultados nessa importante avaliação!

Se ainda sente dúvidas para escolher um curso ou faculdade que tenha a ver com você, confira 7 dicas de ouro que auxiliarão a sua carreira profissional!

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