Como garantir uma boa relação entre médico e paciente? Saiba mais

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Um dos assuntos da Medicina que mais gera curiosidade entre os vestibulandos e estudantes da área é como se dá a relação médico-paciente. Afinal, há muitas dúvidas sobre como evitar falhas de comunicação durante esse contato, garantir que as pessoas se sintam confortáveis com o profissional de saúde e, em especial, sobre o que é possível fazer para que o momento seja mais produtivo para a avaliação clínica.

Por essa razão, preparamos um artigo bem dinâmico e informativo para lhe deixar por dentro do tema e falar sobre um dos documentos mais importantes para quem quer seguir a carreira de médico: o Código de Ética Médica (CEM) — que é responsável por determinar a conduta e os limites da profissão. Acompanhe e saiba mais!

Como estabelecer uma boa relação médico-paciente?

Estabelecer a relação médico-paciente pode parecer algo muito delicado e até complicado já que você estará lidando com diferentes tipos de pessoas diariamente — e várias delas terão o comportamento alterado por conta da doença ou do quadro clínico que apresentam.

Porém, a verdade é que não há nenhum segredo ou mistério envolvido no assunto. Ao contrário, a chave do sucesso para conseguir inspirar confiança e se relacionar com o próximo de forma positiva e eficiente se resume em três características essenciais. São elas:

  • em uma abordagem empática que busca entender o que o paciente sente e as experiências que ele vivencia por conta da doença, buscando adaptar o atendimento à realidade de vida dele e ao conhecimento sobre saúde e bem-estar que ele já tem;
  • em uma comunicação clara e acessível que torne de fácil compreensão o problema de saúde que o paciente tem e como ele deve proceder no tratamento, se é preciso fazer exames (e quais são eles) e quais cuidados são recomendados para a total recuperação da doença;
  • no respeito à diversidade humana, independentemente do perfil do paciente — o que inclui sexualidade, raça, credo, etnia, deficiência, origem social, cultura etc.

O que o Código de Ética Médica determina?

Desde a sua formação — especialmente na vivência do internato — até o momento em que você entrar no mercado de trabalho como recém-graduado e eleger uma especialidade, o Código de Ética Médica, que é elaborado, revisto e atualizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), estará presente na sua rotina. Isso porque esse manual funciona como uma fonte de orientação para os profissionais da área, mostrando, por exemplo:

  • quais os valores e princípios regem a área da Medicina;
  • qual a maneira cientificamente adequada para a promoção e a defesa da saúde;
  • como a relação médico-paciente deve ser conduzida dentro e fora do consultório;
  • quais os deveres e direitos assegurados para o profissional que exerce a Medicina.

Não é à toa que o CEM prevê, ao longo dos 14 capítulos e quase 120 artigos, diversas situações que podem ocorrer durante a atuação médica em diferentes áreas da Medicina e o principal: o que você pode ou deve fazer nesses casos. Abaixo, nós reunimos algumas das mais importantes para você ficar por dentro delas. Veja!

Levar em consideração a vontade do paciente

Nos artigos 26, 28 e 41 O CEM é muito claro: independentemente da circunstância em que o paciente se encontra, o médico não pode deixar de levar em conta a vontade dele. Quem dirá ignorá-la ou ainda pior: passar por cima dela.

Cabe a pessoa que está consciente e é legalmente capaz decidir se quer fazer ou dar continuidade a consultas, tratamentos, exames, internações etc. O que o médico pode fazer é esclarecer as dúvidas que ela possa ter e orientá-la a respeito do quadro clínico, indicando, é claro, quais seriam as melhores medidas a serem seguidas.

Respeitar o pudor do paciente

Já o artigo 38, por sua vez, é bem específico sobre o pudor do paciente — estando bem relacionado ao tópico anterior. Afinal de contas, uma vez em atendimento, especialmente em consultas que envolvam a avaliação médica de partes íntimas, o profissional de saúde deve respeitá-lo sempre.

Ou seja, qualquer exame físico que envolva a observação a olho nu e/ou o toque só pode ser realizado com a permissão da pessoa e no momento em que ela se sente confortável, estabelecendo uma relação de confiança com o médico que a atende.

Renunciar ao atendimento em algumas situações

No artigo 36, por exemplo, é abordada a possibilidade do médico declinar o atendimento a uma ou mais pessoas. Segundo o documento, o profissional de saúde pode fazer isso se ele está com limitações/dificuldades para atuar ou se há motivos de força maior que interfiram no relacionamento médico-paciente.

No entanto, essa desistência não pode ser feita de qualquer forma, ok? É preciso que o indivíduo fique sabendo de antemão dessa desistência e seja redirecionado para outro médico que possa atender e realizar os procedimentos clínicos necessários.

Não omitir atendimento na maioria das situações

Por fim, mas nem por isso menos importante, os artigos 1, 7, 9 e 33 servem como guia da carreira de Medicina a respeito da omissão de atendimento. Eles apontam que o princípio da área é justamente o cuidado com a saúde e a vida humana.

Portanto, quem escolheu essa carreira e está apto a exercê-la sem empecilhos não pode deixar de atender, auxiliar, orientar e socorrer as pessoas, especialmente em situações de urgência e emergência — que colocam indivíduos em risco de lesão moderada ou severa permanente e até mesmo a morte.

Qual a importância da relação entre médico e paciente?

Como você viu, ter uma boa relação médico-paciente faz toda a diferença para os procedimentos clínicos (consulta, exame e tratamento) e, em especial, a recuperação e a promoção de saúde da população. Por isso, é essencial que você, como futuro médico, esteja atento às limitações do trabalho, saiba reconhecer falhas e sempre siga as recomendações éticas e legais da sua profissão para ter uma carreira promissora.

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