Você sabe qual é a diferença entre interno e residente? Veja aqui!

Diferença entre interno e residente
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Você sabia que existe uma grande diferença entre interno e residente? Um estudante de Medicina pode passar por essas duas importantes fases durante a sua formação, contudo, elas não correspondem à mesma etapa do curso.

Uma dúvida muito comum é sobre o internato e a residência em Medicina. O que muitos têm em mente é que são períodos nos quais os alunos passam a colocar os conhecimentos em prática nos hospitais e demais instituições de saúde.

Mas o que difere um interno de um residente? Se você tem essa dúvida, aproveite a oportunidade de acompanhar este post e ficar por dentro do assunto!

O que é internato de Medicina?

Para começar a entender a diferença entre ser um aluno interno e um residente, é preciso compreender primeiro como funciona a faculdade de Medicina. O curso tem duração de 6 anos e é dividido em 3 ciclos de 2 anos: básico, clínico e internato.

Desse modo, todo aluno matriculado na graduação em Medicina precisa passar por todas essas fases e alcançar a aprovação após o fim do internato para ter acesso ao diploma como profissional da saúde.

Enquanto os ciclos básico e clínico abordam mais disciplinas teóricas e oferecem conhecimentos relevantes para a atuação de um médico, o internato é o momento em que o aluno começa a sentir na pele o que é trabalhar na área da saúde.

É por meio do internato que um estudante começa a atender os pacientes, contando com a supervisão de professores da área, ao passar por diversas especialidades médicas, como Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia, Clínica, Pediatria, Emergência, entre outras.

O internato pode ser visto como um estágio obrigatório. No entanto, a sua prática, nesse caso, é voltada para a formação de um médico, contando com a realização de plantões, jornadas cansativas e total imersão na experiência como profissional da Medicina.

O que é uma residência em Medicina?

Já a residência médica está relacionada com um tipo de pós-graduação em Medicina. Ela é realizada pelos alunos que já concluíram os estudos no curso e desejam se tornar especialistas em uma área.

As possibilidades de atuação no ramo da saúde são bem variadas. Não é à toa que existe uma grande diversidade de áreas da Medicina que um profissional formado pode escolher seguir. Inclusive, o Conselho Federal de Medicina permite que sejam realizadas até 2 residências médicas em segmentos diferentes.

Ao concluir o curso de Medicina, o aluno pode começar a realizar as atividades na área da Clínica Geral. No entanto, se há uma especialização médica que sempre chamou a sua atenção durante a graduação, é importante realizar a residência para atuar no segmento.

O que é a especialização médica?

Ficou em dúvida sobre o que é uma especialização médica? Não se preocupe, pois vamos explicar melhor. Suponha que uma pessoa fez uma graduação, independentemente do curso, e gostaria de trabalhar em determinado segmento. Para adquirir mais conhecimento técnico e desenvolver habilidades relevantes para a área, vale a pena dar continuidade nos estudos para aumentar a capacitação.

É isso que a residência médica proporciona na vida de um profissional da Medicina. Por meio desse tipo de curso, o aluno pode se especializar no campo em que deseja atuar na saúde, como:

  • Cardiologia — cuida da saúde do sistema cardiovascular;
  • Oncologia — atende pacientes com casos de câncer;
  • Mastologia — dá atenção à saúde das glândulas mamárias;
  • Psiquiatria — foca distúrbios mentais e do comportamento;
  • Geriatria — contribui para o bem-estar de idosos;
  • Pediatria — promove a saúde de crianças e adolescentes;
  • Ginecologia e Obstetrícia — cuida do sistema reprodutivo feminino;
  • Cirurgia Plástica — traz intervenções cirúrgicas de caráter reconstrutivo, estético e reparador;
  • Neurocirurgia — faz cirurgia nas áreas do corpo que compreendem o sistema nervoso, como a medula espinal e o encéfalo;
  • Gastroenterologia — dá atenção para o sistema gastrointestinal;
  • Anestesiologia — realiza a aplicação de anestesias de acordo com as necessidades dos pacientes, como durante as cirurgias;
  • Dermatologia — investiga, previne e trata de doenças e condições relacionadas à pele, cabelos e unhas;
  • Otorrinolaringologia — cuida de complicações de saúde que afetam a boca, nariz e ouvidos;
  • Oftalmologia — traz atenção para a saúde da visão e do sistema ocular;
  • Medicina do Esporte — promove a saúde por meio da prática de atividades físicas e acompanha profissionais atletas;
  • Medicina da Família — faz a análise e o acompanhamento da saúde de toda a família de maneira integrativa;
  • Ortopedia — visa conhecer e cuidar dos componentes que promovem o movimento do corpo, como ossos, ligamentos, nervos, músculos e articulações.

Qual é a importância de cada uma dessas fases para a formação médica?

Cada uma dessas fases tem a sua devida importância para o sonho de se tornar um profissional da Medicina. Os dois últimos anos da graduação, que dizem respeito ao internato, são o período em que tudo o que foi visto em sala de aula começa a fazer sentido para o aluno, quando é possível se deparar com a realidade da profissão.

Apesar de ser muito prestigiada e ter uma enorme importância para a sociedade, a carreira em Medicina é desafiadora em muitos momentos, seja pela pressão de cuidar da saúde de vários indivíduos, seja pelas longas jornadas de trabalho. Durante o internato, os alunos têm a chance de sentir na pele essas adversidades.

Já a residência abre portas para que um profissional atue no segmento que mais o atrai. Na hora de escolher a Medicina como graduação, muitas pessoas têm em mente que especialistas gostariam de ser. Ou, então, os alunos acabam tomando essa decisão depois de se identificarem com determinadas disciplinas durante o curso e, assim, decidem seguir por esse caminho.

Desse modo, ao realizar a residência médica, os estudantes podem aprender a fundo algumas particularidades referentes à especialidade escolhida, tornando-se profissionais ainda mais competentes em uma determinada área de atuação.

Agora que você compreende a diferença entre interno e residente, consegue entender melhor por que a teoria e a prática precisam andar lado a lado para que a formação de um médico seja completa. Desse modo, o profissional de Medicina poderá atuar em várias frentes, de acordo com as suas preferências, e atender as pessoas da melhor maneira possível.

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