Boleto FIES: tire todas as suas dúvidas sobre pagamento

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Cursar o Ensino Superior é fundamental para quem deseja ter sucesso no mercado de trabalho e uma carreira sólida, sendo que o FIES pode ser um grande aliado nesse processo. O programa contribui para que mais alunos tenham seus estudos financiados, mas é importante saber o que fazer com o boleto FIES.

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do governo federal que custeia as mensalidades dos estudantes do Ensino Superior em instituições privadas. Depois de formado, o próprio estudante começa a pagar as mensalidades em retorno ao governo, sendo uma excelente oportunidade para quem não tem condições de arcar com os custos assim que entra na graduação.

Neste artigo, vamos explicar como acessar o boleto FIES, os passos para emitir a segunda via, as formas de pagamento, entre outras informações importantes. Continue a leitura!

Como acessar o boleto FIES?

O boleto FIES é enviado todo mês para o endereço cadastrado pelo estudante, mas a tecnologia e o mundo digital chegaram para simplificar as coisas. Além da entrega dos Correios, o jovem pode imprimir o documento pelo site da Caixa Econômica, que é responsável pelo programa. 

Como emitir a segunda via do boleto FIES?

Se você não recebeu ou não conseguiu pagar o boleto FIES dentro do prazo, é preciso retirar a segunda via. O processo é bem simples e pode ser feito rapidamente. Confira os passos:

  • entre no site da Caixa;
  • coloque o CPF e a data de nascimento;
  • preencha o código verificador;
  • clique em iniciar operação;
  • selecione a opção “boletos em aberto”, salve e imprima o documento.

Há outras formas de pagamento?

O boleto FIES pode ser pago de diversos modos antes da data de vencimento, como bancos, caixas eletrônicos, pelos aplicativos bancários e até pelo cartão de crédito. Também é possível cadastrar no débito automático, desde que seja pelo Banco do Brasil ou pela Caixa Econômica.

Quais as consequências do não pagamento ou atraso?

Existem algumas consequências pelo atraso ou não pagamento do boleto. A multa diária pelo atraso é de 50 reais. Além disso, acontece a negativação do nome, ou seja, o não pagamento da dívida com o FIES coloca o CPF do estudante no cadastro de inadimplentes dos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa. 

Como evitar problemas relacionados ao FIES?

Apesar de ser um programa positivo para diversos estudantes, é preciso que o aluno fique ligado para evitar qualquer tipo de problema com o FIES. O funcionamento do programa é como um financiamento comum, ou seja, é fundamental entender completamente como ocorre o empréstimo e se organizar para fazer os pagamentos dentro do prazo.

O prazo máximo para o pagamento completo da dívida é de 14 anos e o FIES ainda exige que o estudante pague com seguro de vida. Se o beneficiário conseguir um emprego ou abrir uma empresa depois de formado, as parcelas serão descontadas de forma automática. 

Quando o estudante fica sem renda durante o período de amortização, o financiamento deve ser quitado em prestações mensais, de acordo com o que é chamado de “pagamento mínimo”. Após saber como funciona o pagamento, é importante criar um fundo de emergência, pois ele vai garantir que as parcelas sejam quitadas mesmo nos momentos de desemprego ou de falta de renda. 

Alguns estudantes acreditam que não serão capazes de pagar as parcelas do FIES, sendo interessante buscar outras possibilidades para continuar estudando. Existem alternativas conhecidas, como o Enem, Prouni e Sisu, mas algumas universidades oferecem também o vestibular social, que tem por objetivo inserir estudantes de baixa renda no Ensino Superior. 

O que é importante saber sobre o FIES?

Se você não conhece muito bem o funcionamento do FIES, é importante conhecer um pouco mais sobre ele. Primeiro, é importante ter renda familiar per capita máxima de cinco salários mínimos.

Por meio desse programa, o aluno que fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obteve média igual ou superior a 450 pontos na soma das provas objetivas, maior que zero na redação, está habilitado para se candidatar a um curso do Ensino Superior, sem pagar as mensalidades.

O acerto será feito com o governo apenas na conclusão do curso, com parcelas definidas por meio de contrato. Já o pagamento é feito diretamente para a instituição financeira contratada no financiamento, assim que se encerra a graduação EAD ou presencial. O prazo para a quitação da dívida é de 14 anos.

Por ser um programa de financiamento, muitas pessoas têm dúvidas se precisam conseguir um fiador para participar. A necessidade do fiador depende de diversos aspectos, como a renda familiar do estudante e o valor da mensalidade da graduação escolhida. 

O fiador é necessário quando o estudante tem renda familiar mensal per capita superior a um salário mínimo e meio ou que esteja matriculado em alguma graduação com mensalidade muito alta.

Por outro lado, existem estudantes que não precisam de fiador. Isso acontece com quem opta por fazer cursos de licenciatura, com bolsistas parciais do Prouni e quem tem renda familiar bruta mensal inferior a um salário mínimo e meio por pessoa.

Onde buscar suporte?

Se você tem alguma dúvida sobre o programa, seja para conseguir uma vaga, para resolver o financiamento ou para a amortização da dívida, existem alguns canais de atendimento que podem ajudar. Além do site e das redes sociais, é possível falar diretamente com o Ministério da Educação por meio de sua central de atendimento, que funciona no 0800-616161.

O “fale conosco” do MEC também pode ser acessado via autoatendimento por meio do site da instituição. Além das informações oficiais sobre o FIES, é possível tirar dúvidas sobre o Prouni, o Sisu e outros programas que estão sob a responsabilidade do ministério.

Neste artigo, explicamos como funciona o boleto FIES e a importância de estar em dia com os pagamentos. Esse programa do governo contribui para quem deseja fazer uma graduação. Por isso, vale a pena entender mais sobre ele e saber como o financiamento pode contribuir com os seus estudos. 

Gostou deste conteúdo? Então, aproveite para ler outro artigo que traz dicas para seguir nos estudos mesmo se você não passar no Enem!

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