[INFOGRÁFICO] Currículo profissional: o que o mercado de trabalho espera de você?

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Quem busca uma vaga de trabalho precisa ter uma dupla preocupação com o currículo profissional. De um lado, deve buscar elementos que despertem o interesse dos contratantes; de outro, realizar uma comunicação eficiente em curto espaço de texto. Você já parou para pensar nisso?

O problema é que principalmente os mais jovens encontram dificuldades para acertar a forma e o conteúdo. Dúvidas sobre quais são as informações relevantes, o que fazer quando não se tem experiência e como adaptar o documento às diferentes empresas são bastante comuns.

Se você enfrenta essas dificuldades, recomendamos a leitura deste conteúdo. Ao longo do texto, abordamos qual é a visão do mercado e como você pode agir para elaborar um currículo que chame a atenção dos contratantes. Confira!

Afinal, qual é a função do currículo?

O currículo profissional resume o que o candidato pode oferecer e quais são as expectativas dele em relação ao contratante. É como o índice de um livro, a sinopse de um filme ou o encarte de um álbum. Trata-se daquilo que o recrutador vê antes de investir tempo e recursos.

O grande desafio é justamente ser visto. Com a internet, uma organização pode receber milhares de currículos todos meses, via portais de vaga, e-mail, página institucional, redes sociais e outros meios de comunicação. E, em regra, não há nem orçamento nem pessoas suficientes para ler um por um.

Por isso, o documento deve conciliar conteúdo e forma, principalmente para se chegar às entrevistas e demais etapas de seleção, momento de competição efetiva por vagas. Assim, é preciso expor as informações de interesse da empresa de forma amigável, clara e objetiva.

Como é o currículo do futuro?

Os dados do relatório da ManpowerGroup são um ponto de partida interessante para entender o conteúdo de um currículo profissional. A consultoria de RH aponta as três principais dificuldades para ocupar uma vaga: falta de experiência (23%), de habilidades técnicas (33%) e de habilidades interpessoais (19%).

Os olhos estão voltados para os três elementos pelas próprias motivações de recrutar. A empresa necessita de um certo conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes para que os resultados atuais e futuros sejam positivos.

Nesse sentido, o objetivo do recrutamento é reduzir a diferença entre as competências desejadas e existentes. Ao ter um currículo em mãos, o responsável tentará reduzir esse gap de competência, investigando experiência, hard skills e soft skills.

Experiência profissional

A primeira dificuldade é encontrar um histórico que dê pistas sobre o que o profissional pode entregar para a empresa. Trata-se, não à toa, de um dos principais desafios para quem busca o primeiro emprego ou vai mudar de carreira.

Habilidades técnicas

As também chamadas competências técnicas ou hard skills correspondem aos conhecimentos gerais e especializados do profissional: saber dirigir veículos, dominar uma técnica de cirurgia, consertar um equipamento, fazer uma planilha, redigir uma ata de reunião e elaborar um documento contábil etc.

Não por acaso, é algo fácil de identificar em um currículo profissional. Diploma superior, especializações, cursos livres: há diversas formas de medir esse aspecto.

Habilidades interpessoais

Já as competências comportamentais ou soft skills são atributos mais gerais que facilitam a convivência humana, a execução do trabalho ou a resolução de problemas, como boa comunicação interpessoal, capacidade de aprender, trabalho em equipe, empatia, liderança e organização.

Também é comum a avaliação do fit cultural. Esse critério se refere ao alinhamento de interesses, valores e personalidade entre empresa e candidato. Por exemplo, inserir um trabalho social no currículo terá um peso muito maior em organizações que atuam nas causas apontadas.

Outra característica é a busca por montar, a partir das soft skills e do temperamento da pessoa, um perfil comportamental. Normalmente, as habilidades interpessoais colocadas no currículo são verificadas com testes psicológicos e provas de vivências.

No primeiro caso, a pessoa é submetida a um questionário, sendo encaixado em uma categoria conforme a pontuação, por exemplo, planejador, executor, comunicador e analista. No segundo, ela é inserida e observada em um contexto no qual deve mostrar suas habilidades, como dinâmicas de grupo e jogos.

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Como elaborar um currículo profissional?

Como montar um currículo

A forma do currículo precisa indicar ao recrutador sobre experiências, hard skills e soft skills. Isso pode ser feito direta, como na formação, ou indiretamente, como na descrição de funções em empresas anteriores.

Além disso, a tendência é que o currículo profissional passe por uma triagem. Um software ou uma pessoa buscará certas palavras-chave, descartando rapidamente os candidatos desinteressantes. É por isso que muitas páginas e textos longos são desaconselháveis. Veja, a seguir, 3 dicas para melhorar.

Personalize o currículo

Quando elaboramos um currículo profissional, pensamos em uma vaga aberta ou em uma possibilidade futura. Em ambos os casos, é importante ajustar as informações conforme os requisitos da função pretendida.

Imagine, por exemplo, que o anúncio pede a capacidade de liderança. Nesse caso, você focará os momentos em que esteve à frente de projetos, pesquisas, trabalhos em grupo etc., mais do que outros aspectos da qualificação e da experiência.

Separe as informações

Além de entender os requisitos, é importante organizar um arquivo com as informações detalhadas de tudo o que você já fez, a fim de pegar, caso a caso, os itens interessantes. Abra uma planilha ou documento de texto e relacione:

  • experiência profissional formal, como estágio, trainee e emprego;
  • experiência informal, como trabalho como freelancer, projetos de empreendedorismo, monitoria de faculdade e atividades voluntárias;
  • formação profissional;
  • cursos de qualificação;
  • habilidades, técnicas e comportamentais, especialmente se tiverem vinculação com módulos de curso ou funções exercidas;
  • dados pessoais e de contato.

Escolha um modelo adequado

Por fim, use um modelo de currículo profissional em que os campos sejam predefinidos conforme os padrões de mercado. Isso evita exageros e permite que você foque em buscar, dentro da sua lista de informações, quais atendem às características da vaga.

Uma dica nesse sentido é conhecer o canal de carreiras da Estácio. Lá você encontrará um modelo adequado para chamar a atenção dos contratantes, vídeos com todos os passos para preencher o currículo e acesso a orientadores de carreira.

Como se capacitar para melhorar seu currículo?

Para acrescentarmos uma nova informação ao currículo, buscamos não apenas adquirir uma habilidade, mas a sua validação. Por exemplo, se você aprende a falar inglês, é interessante realizar uma prova de proficiência, fazer intercâmbio ou concluir um curso para embasar a informação do currículo.

Invista em qualificações rápidas

Nesse sentido, cursos livres, cursos online, feiras, congressos e workshops podem ser uma forma interessante de buscar novas competências. Faça uma lista de habilidades que você gostaria de inserir no currículo e procure meios para se qualificar.

Tenha experiências na faculdade

Na faculdade, a inscrição para programas de estágio, intercâmbio e trainee também podem render bons frutos. São formas de conquistar experiência, em que geralmente a oportunidade é destinada para pessoas sem histórico profissional.

Monte um portfólio

Outra dica é reunir amostras do seu trabalho na internet e indicar essa experiência no currículo. Por exemplo, um aluno de Design Gráfico pode manter uma página profissional no Instagram; o de Jornalismo, um blog para publicar textos, e assim por diante.

Busque informações sobre o seu segmento

Cada área tem oportunidades diferentes para se qualificar e adquirir experiência. Por exemplo, alunos de Direito encontram muitas vagas de estágio em defensorias e tribunais, enquanto os de Engenharia de Software podem participar do desenvolvimento de aplicativos de código aberto (open source).

Para tirar dúvidas e conhecer as características da sua área, não deixe de acessar o Estácio Carreiras e falar com um orientador. Como visto, é um canal completo e online sobre empregabilidade, em que você pode receber informações valiosas.

Outra dica é acompanhar blogs, vídeos e podcasts sobre carreira. A vantagem dessas publicações é que os conteúdos acompanham as mudanças, de modo que você ficará atualizado com as tendências e requisitos de cada momento.

Sendo assim, agora que você já conhece as principais exigências do currículo profissional, procure não apenas colocar as dicas em prática, mas também buscar sempre as informações mais atuais sobre empregabilidade. Esse cuidado será fundamental para alcançar uma boa colocação.

Então, o que achou das dicas? Entendeu o que o mercado espera de você? Deixe o seu feedback nos comentários logo abaixo!

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