Competências e habilidades: quais são as semelhanças e diferenças?

Competências e habilidades
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Inúmeros conceitos utilizados pelo RH podem ajudar em nosso desenvolvimento, principalmente para entender as exigências profissionais e elaborar um plano de carreira. É o caso de competências e habilidades. Você sabe dizer o que esses termos realmente significam?

Podemos adiantar que ambos são componentes importantes e integram o currículo dos profissionais de sucesso. Então, ao conhecê-los, você pode se preparar melhor e construir diferenciais competitivos desde a faculdade.

Logo abaixo, trouxemos um breve guia com as diferenças e semelhanças entre competências e habilidades. Continue a leitura para conhecer algo que terá grande impacto na sua carreira daqui para frente!

Descubra o que são competências

No livro, “Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações”, 4ª edição, Idalberto Chiavenato traz uma explicação bastante detalhada sobre o conceito de competência individual:

A competência individual é um repertório de comportamentos capazes de integrar, mobilizar, transferir conhecimentos, habilidades, julgamentos e atitudes que agregam valor econômico à organização e valor social à pessoa que a possui. Em cada indivíduo, a competência é construída a partir de suas características inatas e adquiridas.

Resumidamente, a competência está relacionada ao domínio, coordenação e aplicação dos quatro elementos, que são conhecimentos, habilidades, julgamentos e atitudes, para gerar um benefício concreto para uma pessoa ou organização. Não à toa, a palavra é frequentemente associada à capacidade de realização.

Por sua vez, o talento seria a pessoa que tem competências e, portanto, será desejado pelos contratantes. Logo, se você quer ser visto dessa forma, é importante entender como reunir e aplicar conhecimentos, habilidades, julgamentos e atitudes. Prossiga!

Saiba o que são habilidades

Dentro do conceito de competência, a necessidade de construir habilidades se destaca. Esse termo se refere à aplicação concreta do conhecimento, ou seja, quando a pessoa interfere na realidade, produzindo soluções, melhorias, produtos, serviços etc.

Hoje em dia, especialmente na área de gestão, é comum dividir esse conceito em três tipos:

  • habilidades técnicas: são aquelas direcionadas à realização de tarefas específicas, como escrever um texto, elaborar uma planilha, fazer uma cirurgia médica;
  • habilidades conceituais: correspondem ao raciocínio e elaboração de ideais, como avaliar um cenário, investigar um erro e tomar decisões.
  • habilidades humanas: priorizam a aptidão para o relacionamento interpessoal, como trabalho em equipe, comunicação e liderança. 

Já o conhecimento seria um estágio anterior, ou seja, aquilo que sabemos. Você certamente conhece o teclado de um computador, suas partes, divisões e modo de utilização, mas a digitação em si é uma habilidade. É quando você sabe aplicar o conhecimento para produzir um texto, por exemplo. 

Por sua vez, o julgamento diz respeito à análise, definição de prioridades e avaliação de prós e contras. Para ser competente, não basta ter uma habilidade, é preciso saber quando ela pode ser proveitosa e em que momento deve ser implementada. 

Por fim, a competência exige atitude. Ter a habilidade, avaliar o momento correto, mas não fazer nada certamente não agregará valor para empresas e pessoas. É necessário agir conforme a decisão tomada e gerar um resultado concreto.

Conheça as semelhanças entre competências e habilidades

Competências e habilidades se assemelham no sentido de que em ambos os casos conseguem aplicar o conhecimento a situações e problemas. Ademais, as habilidades, em conjunto com conhecimento, julgamento e atitude, integram a noção de competência.

Isso fica claro se você imaginar que uma pessoa pode dominar diversas técnicas, mas escolher a prática incorreta na hora H. Igualmente, existem aqueles que perdem o momento da ação ou agem quando deveriam ficar parados. Em todos esses casos, pode-se ter habilidade, mas não se terá competência.

O sucesso profissional, nesse sentido, depende da capacidade de desenvolver ambos os aspectos. Primeiramente, é preciso transformar um conhecimento obtido nos estudos ou pela experiência em uma habilidade. Depois, aos poucos, melhorar o entendimento sobre os contextos e situações em que ela se aplica, desenvolvendo julgamento e atitude.

Entenda a importância de se desenvolver competências e habilidades na faculdade

Uma boa faculdade oferece atividades que aliam teoria e prática, como discussão de casos em sala de aula, parcerias para estágio, laboratórios e núcleos de prática e trabalhos acadêmicos. Consequentemente, é o momento em que reunimos todas as condições para realizar o desenvolvimento de competências e habilidades.

Explorar ao máximo esses recursos trará ganhos. O mercado de trabalho convive com um cenário de escassez de talentos. Em estudo feito pelo ManpowerGroup, por exemplo, constatou-se que os maiores obstáculos à contratação são a falta de habilidades técnicas (33%) e interpessoais (19%), bem como de experiência (23%). 

Por isso, você será um profissional mais competitivo se buscar o desenvolvimento de habilidades e competências desde a faculdade. Procure, portanto, uma instituição de ensino que ofereça uma infraestrutura adequada e dê condições para você ficar atualizado com as principais tendências da sua área.

As habilidades e competências mais valorizadas

No processo de desenvolvimento de competências, a atenção deve estar não apenas nas habilidades técnicas (hard skills), mas também no gerenciamento de emoções, modo de agir e relacionamento interpessoal (soft skills). Logo, boa comunicação, trabalho em equipe, liderança, inteligência emocional, criatividade e capacidade de aprender são exemplos do que pode contribuir para o seu futuro.

Além disso, prática e experiência profissional devem ser prioridades. Muitas habilidades são adquiridas com o convívio e resolução de problemas no ambiente de trabalho. Logo, fique atento aos setores relacionados à empregabilidade e orientação de carreira, especialmente as parcerias para estágio.

O ideal é ter contato gradativamente com as tarefas da profissão e estar inserido no ambiente de trabalho. Assim, além de colocar o conhecimento à prova, você pode adquirir soft skills por meio da observação e orientação de pessoas mais experientes.

Os estágios e empregos durante a faculdade também contribuem com motivação para terminar os estudos. É o momento de ver o resultado das aulas, leituras e atividades acadêmicas, na prática.

Outra dica de amadurecimento é buscar opções de Ensino Digital. Concluir, ao menos, uma parte do curso online será bastante benéfico, porque a modalidade de educação a distância (EAD) auxilia no desenvolvimento da autonomia e disciplina, que também são competências valiosas no mercado de trabalho.

Por fim, lembre-se de que o crescimento dependerá da sua iniciativa. Não deixe de conhecer as opções e parcerias disponibilizadas pela faculdade, além de sempre se manter atualizado sobre as tendências da sua área. Tudo isso será fundamental para desenvolver competências e habilidades.

Se quiser entender mais sobre o papel do aluno durante a graduação, aproveite a visita ao blog e entenda como ser o protagonista da sua jornada acadêmica

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