Papo com especialista: os principais desafios do mercado de trabalho atual

desafios do mercado de trabalho
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Se antes da pandemia, conseguir uma boa ocupação já era visto como uma dificuldade para muitos, agora essa sensação se intensificou. Os desafios no mercado de trabalho aumentaram, fazendo alguns profissionais se sentirem perdidos diante de tantos obstáculos. Contudo, isso não significa ser impossível conseguir superações e ter um destaque maior que os outros candidatos, dentro da mesma carreira.

Conversamos com Cesar Lessa, Psicólogo, Mestre em Educação, Gestor Nacional dos Cursos Gestão de RH e Secretariado Executivo e Coordenador Nacional do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicopedagógico da Estácio.

Ele nos ajudou a entender melhor a situação atual e deu algumas dicas para quem deseja superar os desafios do mercado de trabalho. Continue a leitura!

Quais são os desafios do mercado de trabalho atualmente?

Cesar Lessa enumera alguns dos principais desafios do mercado de trabalho, entre eles a mudança na escala temporal e o aumento de novos tipos de contratos.

Em relação à primeira característica, ele diz que “temos um cenário curioso, pois a pandemia mudou a forma como enxergávamos passado, presente e futuro. Agora, além de passado e futuro, também temos o ontem e o amanhã”. Sendo assim, nessa nossa concepção de tempo, temos que lidar com o curto prazo. Isso nos obriga a nos prepararmos, pensando em diversas circunstâncias.

A segunda característica já começávamos a observar pouco antes da quarentena, mas ela se acentuou depois disso. Os contratos de trabalho com prazo determinado já são comuns fora do Brasil, há muito tempo. Hoje, os brasileiros estão se habituando à possibilidade de aceitar empregos não estáveis. “Isso já trouxe desconforto para alguns, porque ainda há aquela mentalidade de precisar procurar uma relação trabalhista de fidelidade e estabilidade”, revela Cesar.

Esses desafios são maiores para quem ingressou recentemente no mercado de trabalho?

Uma coisa é fato: o mercado como conhecíamos deixará de existir, aos poucos. Segundo Cesar, isso impulsionará novas perspectivas. “A vida continuará e outras soluções precisarão ser ofertadas. O jovem empregado precisará se readequar, para continuar tendo oportunidades. Quem não está, precisa avaliar o que pode oferecer de diferente, que quase não existe”.

Na prática, tanto quem já ingressou no mercado quanto quem ainda está se preparando precisará sair do status quo e aceitar que o novo normal é a inconstância. Será preciso buscar transformações o tempo todo. Provavelmente, pensar assim seja mais difícil a quem já está há anos na mesma carreira. Mas o novo candidato não tem desculpas, precisa entrar no mercado já com essa mentalidade.

Cesar até faz uma analogia para ajudar a entender melhor esse pensamento: “talvez, seja legal se lembrar do poema de Vinícius de Moraes, que se refere ao amor como algo ‘infinito enquanto dure’”. Portanto, a relação com o trabalho não precisa ser eterna, mas não significa que não vamos aproveitá-la de forma intensa.

Como aprender com esses obstáculos?

O professor define a busca de soluções como uma forma de aprender com esses obstáculos. “Precisamos entender que, no momento, temos o desafio e a necessidade de adaptação. A partir disso, buscar soluções. Não podemos nos focar apenas no problema, nem paralisar. Temos que evoluir”.

Nisso, um dos desenvolvimentos fundamentais é em relação a hard e soft skills. “As primeiras ainda são muito presentes. Para você fazer algo com embasamento, precisa ter o conhecimento técnico. As segundas serão cada vez mais exigidas. Competências comportamentais como paciência, capacidade de adequação, flexibilidade e criatividade passarão a fazer parte de cada perfil profissional”, completa.

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O Mestre em Educação elenca, ainda, a resiliência como uma das competências mais importantes. “Precisamos olhar para a realidade, entender que estamos passando por um período difícil, mas ter a certeza de que vai passar. E que, quando isso acontecer, precisamos estar prontos a lidar com o novo”.

O que mais fazer para amenizar os impactos desses desafios?

Ainda falando sobre as habilidades necessárias, uma das saídas para amenizar os impactos dos desafios do mercado de trabalho é ter otimismo e autenticidade, segundo Cesar. “A pessoa que está procurando uma colocação precisa estar bem. A maioria está tensa, devido à situação atual.

Mas é preciso leveza e acreditar no que acontecerá. Também, é legal, na entrevista de emprego, não dar respostas prontas, mas sim entregar sinceridade e clareza”. Esses dois aspectos podem ser diferenciais para quem procura um destaque.

Além disso, é preciso focar no futuro. Tudo indica que as empresas passarão a ser mais exigentes, porque o nível de competição aumentará. Elas necessitarão de pessoas bem desenvolvidas em vários aspectos.

“Ter um curso superior e falar outro idioma são conhecimentos importantes, por exemplo. Quem puder aproveitar esse tempo de reclusão para se desenvolver estará um passo à frente. É importante entender que tudo está mais difícil, mas o mercado não está totalmente excludente. Ele terá os braços abertos a quem procura crescer e entregar um diferencial”, recomenda Cesar.

Como a Estácio busca ajudar seus alunos acerca desses desafios?

A respeito do curso superior, a Estácio se preocupa com a qualidade do ensino. Por isso, faz parcerias com grandes empresas e traz ótimos projetos de trainee, com vagas de estágio para o Brasil todo. “Além disso, há oportunidades de emprego. Em todas as nossas unidades, os alunos têm acesso ao Estácio Carreiras. Além de fazer um cadastro, a fim de encontrar um trabalho do perfil dele, há a possibilidade de ter ajuda para criar um plano de carreira”, conta.

O Mestre em Educação revela, também, que a Estácio está inovando na matriz curricular e aumentando o foco no desenvolvimento das habilidades citadas agora há pouco. “O aluno poderá olhar para a estrutura do curso e ver quais são as macrocompetências que cada disciplina desenvolverá.

As aulas terão mais interação com o digital, além do presencial, pois isso o ajudará a aplicar melhor os seus conhecimentos. Entre outras habilidades, ele precisa sair da faculdade tendo análise crítica, pensamento reflexivo e facilidade para encontrar soluções”.

Completando ainda, ele aconselha os atuais e futuros candidatos a assumir o protagonismo na carreira. “Pois não adianta o professor ter as melhores técnicas pedagógica e a instituição investir em melhorias, se o aluno tiver a ideia de que algo precisa cair sob a cabeça, para ele se transformar em um profissional requisitado”.

Por fim, olhando os desafios do mercado de trabalho, é preciso entender que o conhecimento é um processo em construção e depende de variáveis, elementos e atores, alguns controláveis, outros nem tanto. Portanto, é fundamental fazer a nossa parte, ter disponibilidade para o aprendizado contínuo e determinação para investir no autodesenvolvimento.

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