Conheça a história da vacina e suas curiosidades!

história da vacina
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A história da vacina demonstra o quão esse recurso foi importante para acelerar o progresso da sociedade. Graças às vacinas, hoje em dia é possível prevenir e manter sob controle diversas doenças que, em um passado não muito distante, colocavam a vida de muitas pessoas em xeque.

A lista de enfermidades evitáveis por meio de vacinas contempla alguns nomes bem conhecidos da população, como a febre amarela, o sarampo, a tuberculose e a gripe. No entanto, há outros menos conhecidos, como a rotavirose e a doença pneumocócica.

Em qualquer um desses e demais casos, as vacinas são fundamentais para a promoção da vida humana. Contudo, embora a função da vacina seja evidente para muitas pessoas, sua origem e os métodos usados para sua criação nem sempre são conhecidos.

Você tem interesse no assunto e pretende estudar Medicina? Continue com a gente a seguir e tire todas as suas dúvidas sobre a história da vacina!

Qual é a origem das vacinas?

Avaliar os tratamentos apropriados para cada caso faz parte da rotina de um estudante de medicina. Mas os cuidados com as possibilidades de prevenção não ficam em segundo plano. Se em pleno século XXI as vacinas são objeto de desconfiança por parte de algumas pessoas, desde o século X elas demonstram ser a verdadeira salvação da humanidade. Sim, as primeiras evidências que apontam para o desenvolvimento de algo caracterizado como vacina vêm da China, e não da Inglaterra, como muita gente acredita.

Por meio de uma metodologia um tanto quanto rústica, os chineses extraíam lascas de feridas geradas pela varíola e as maceravam até virar pó. Em seguida, assopravam o produto obtido pelo procedimento no rosto, com o intuito de proteger as pessoas da temida infecção.

Foi somente no fim do século XVIII que a nomenclatura vacina veio à tona, assim como o novo método de prevenção à varíola proposto pelo inglês Edward Jenner. Não à toa, o termo vacina advém da expressão científica atribuída à varíola bovina: Variolae vaccinae.

Por sinal, a metodologia de Jenner não era menos rudimentar do que aquela usada pelo povo chinês. Afinal, a “confecção” da vacina inglesa consistia na remoção do pus de uma área lesionada de alguém infectado pela chamada varíola bovina, comum entre os camponeses da época. Essa mesma substância purulenta era aplicada em uma lesão de outra pessoa infectada pelo vírus a ser combatido.

Vale enfatizar que as primeiras pessoas eram cobaias e que, assim como nos dias atuais, houve resistência às vacinas. Naquele tempo, tal reação era mais do que esperada, uma vez que se tratava de algo completamente novo e, portanto, desconhecido. Entre os pesquisadores sérios, respeitados e dispostos a estudar o tema, entretanto, a conclusão foi que as vacinas poderiam ser muito úteis para controlar outros males que assolavam a sociedade.

Quase 100 anos depois da vacina inglesa, a França passou a elaborar uma segunda geração. Daquela vez, o foco era o carbúnculo e a cólera aviária, duas infecções bacterianas. O responsável pelo novo feito foi Louis Pasteur, que estabeleceu um marco importante, já que posteriormente houve a primeira síntese de vacinas em massa.

Àquela altura, as vacinas já eram tratadas como a principal forma de se evitar tanto doenças conhecidas quanto outras, que poderiam surgir no futuro. Naturalmente, os imunizantes seriam desenvolvidos conforme a necessidade e a demanda — o atual processo de desenvolvimento de vacinas para o novo coronavírus é um ótimo exemplo.

Como as vacinas são desenvolvidas?

Ao longo da história da vacina, dois métodos foram muito usados na confecção dessa fonte de imunização: a vacina atenuada e a vacina genética clássica. Um terceiro método foi recentemente implementado, a vacina com RNA mensageiro Saiba mais a seguir!

Vacina atenuada

A técnica mais utilizada até o momento é a chamada vacina com vírus atenuado — um ótimo exemplo é a vacina da poliomielite. Nesse caso, existe uma pequena concentração de patógenos (agentes infecciosos) debilitados, o que elimina quase totalmente o risco de que sejam causadores da doença-alvo da vacinação; quase porque existem raros registros que indicam exceções. A título de referência, a vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac, que encabeça as ações contra o novo coronavírus, é baseada nessa técnica.

Vacina genética clássica

Outro método popular entre os imunologistas é embasado na engenharia genética, que fornece as informações necessárias para a codificação proteica dos agentes infecciosos invasores. As proteínas formadas estimulam a proliferação de anticorpos, que por sua vez promovem uma espécie de escudo protetor do organismo.

Vacina de RNA mensageiro sintético

Uma técnica muito recente está relacionada ao RNA mensageiro, encarregado de transmitir as informações do DNA necessárias para a produção de proteínas. A intenção, aqui, é a mesma comentada há pouco: fazer com que o organismo, ao término do processo, comece a produzir anticorpos suficientes para enfrentar o patógeno em questão. Detalhe: o RNA usado é sintético.

Esse tipo de vacina também entrará em ação para ajudar a eliminar a pandemia da Covid-19, desencadeada no início de 2020. Por ser algo efetuado pela primeira vez, trata-se de um método que ainda deve ser acompanhado no decurso dos próximos anos. A principal motivação para o lançamento precoce dessa vacina é a urgência para encerrar o período pandêmico. Afinal, esse arquétipo de vacina economiza tempo, em comparação com os demais.

Seja qual for a técnica selecionada pelos laboratórios, a criação de uma nova imunização demora, pois a produção é antecipada pelas etapas:

  • laboratorial;
  • pré-clínica;
  • clínica.

A última se destaca pela sua complexidade e é subdividida em mais três estágios:

  • o primeiro é dedicado à comprovação da segurança da vacina. Desse modo, são avaliadas as relações entre dosagens distintas e as ocasionais reações adversas;
  • o segundo serve para atestar o nível de eficácia do imunizante perante a análise da resposta imunológica do organismo;
  • no terceiro, a segurança e a efetividade da vacina são finalmente colocadas à prova após aplicação na população.

No Brasil, as vacinas são periciadas pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) antes de serem encaminhadas aos estados do país. Se houver componentes de origem estrangeira no produto, a liberação fica a critério da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Qual é a importância das vacinas atualmente?

A essa pergunta, cabe mais uma: você já parou para pensar na quantidade de doenças que, se antes matavam, agora são praticamente inofensivas? Além da varíola, a história das vacinas lista as seguintes:

  • tétano;
  • difteria;
  • febre amarela;
  • tuberculose;
  • sarampo;
  • poliomielite;
  • caxumba;
  • rubéola.

A fim de compreender o papel imprescindível das vacinas, basta efetuarmos um exercício hipotético: como seria conviver com essas e tantas outras doenças ao longo de décadas? Como será que viveríamos nos dias de hoje? Certamente, não com a mesma expectativa e qualidade de vida.

Por essas e outras razões, as pesquisas científicas das diferentes áreas da saúde, como Medicina e Biomedicina, precisam do apoio incontestável de toda a população.

Igualmente necessária é a melhor divulgação e explicação dos métodos usados, para tranquilizar as pessoas quanto à sua eficácia e segurança. Uma boa maneira de iniciar esse processo de diálogo é justamente pela apresentação da história da vacina e da participação de cada imunizante no desenvolvimento científico. Como futuro estudante de Saúde, essa tarefa também faz parte do seu currículo.

Pensando nisso, aproveite para compartilhar este valioso conteúdo com seus amigos e familiares nas redes sociais!

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